As mutações ocorridas no mundo não permitem mais que o Estado fique sozinho no comando da Nação. O seu trabalho tem de ser compartilhado com a sociedade civil. Dentro desse espírito foi criada a FESA, que tem actuado como parceira do Governo angolano nas diferentes vertentes do desenvolvimento. É um trabalho dinâmico e muito gratificante, cujo êxito deve ser creditado ao espírito solidário de angolanos e de inúmeras nações do mundo inteiro, que têm colaborado, de alguma forma, para o sucesso do nosso esforço.

O estado de guerra em que o nosso país esteve mergulhado há cerca de 40 anos, a destruição visível do tecido social e económico, a deslocação forçada de pessoas e todas as consequências daí resultantes obrigaram a que se pensasse seriamente nesses problemas e principalmente nos recursos humanos, já que o homem é a força motriz, catalisadora do desenvolvimento da sociedade.

Dentro desse espírito e com essa proposta surgiu a FESA, em 1996. Hoje, a Fundação Eduardo dos Santos ganhou o respeito e a confiança de todos, pela seriedade do trabalho que realiza como instituição de carácter filantrópico que actúa nos campos técnico-científico, cultural e social.

Ela tem contribuído não só para amenizar o sofrimento das populações menos desfavorecidas, com a distribuição de alimentos e roupas, prestando assistência médica, mas, principalmente, empenhando-se em proporcionar acesso à educação e ao trabalho, construindo escolas e estimulando a prática desportiva.

Ao longo destes anos a FESA construiu várias escolas do 1°, 2° e 3° níveis e do ensino médio em várias províncias e doadas ao governo, as quais abrigam milhares de estudantes. Igualmente, muitos postos de saúde foram montados e estão em pleno funcionamento, como os do Cazenga, do Sambizanga e de Caxito, que prestam assistência à população carente.

Diversos convénios com entidades e instituições nacionais e estrangeiras foram assinados para alavancar o trabalho da FESA, como o firmado com a Fundação Mundele, sediada no Canadá, que visa a implementação do programa de Desenvolvimento Comunitário, abrangendo os sectores técnico--científico, educativo, da saúde e da agricultura.

Agora, com o novo cenário de paz no território angolano, temos a certeza de que o trabalho da FESA será ainda mais eficaz. Melhores serão os frutos à colher.

Acreditamos firmemente que as decisões e orientações emanadas das nossas jornadas técnico-científicas, realizadas anualmente e que abordam os problemas nacionais com profundidade e seriedade, serão mais solidamente cumpridas.

Sabemos que a caminhada, daqui para a frente, não será mais fácil do que nos sofridos anos de guerra, mas temos a certeza de que os nossos esforços encontrarão agora um campo mais fértil, mais acolhedor. A nossa guerra agora é outra. É a da reconstrução nacional.

 

     

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