Na palestra intitulada “Experiências do combate à fome e à pobreza em Angola e no Brasil”, o ex-Presidente brasileiro começou por dizer que o que aconteceu no seu país nos últimos onze anos é o resultado de uma aprendizagem histórica. Apercebendo-se durante o seu mandato que a maioria da população do seu país pertencia à camada pobre, a prioridade devia ser dada a eles.

Luís Inácio da Silva diz que “É sagrado a gente colocá-los como tarefa obrigatória, porque o pobre não está no Partido Político, não está no sindicato. Tive um tempo em que dizia que o pobre tem que passar fome para aprender, e quando fui criando consciência, aprendi que a fome não leva um homem à revolução. A fome leva um homem à submissão e o faminto não tem força para brigar, sequer tem força para fazer passeata para reivindicar comida. Então é para esses que os governantes têm que governar e não para aqueles que comem três vezes ao dia”.

O fundador dos programas “fome zero e bolsa família” reconheceu que foi necessário o envolvimento de vários sectores do governo considerados como chave para melhor atender as necessidades da população. O programa Bolsa Família é tecnicamente chamado de mecanismo condicional de transferência directa de renda com condicionalidades ou seja, consiste na ajuda financeira às famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza.

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